Flash Remoto – Como usar o flash longe da câmera
o Flash Off Camera, ou “Flash longe da câmera.” Essa técnica consiste em usar Flashes portáteis para conseguir uma iluminação mais adequada e criativa nas suas fotos.
Ao contrário da iluminação de estúdio, que depende de equipamentos pesados e suas tomadas, usando Strobes conseguimos uma iluminação com mais praticidade e controle. Além disso o próprio tamanho dos Strobes permite mais criatividade no seu uso.
Glossário
Strobe: é o Flash Portátil. Ao contrário daquelas enormes Cabeças de Flashes encontradas nos estúdios são pequenos e funcionam a pilha ou bateria, e não ligados na tomada ou geradores. É claro que eles possuem bem menos potência por isso, mas nada que não possa resolvido comprando mais e mais deles :-) Existem Flashes de várias marcas, incluindo as “oficiais” como Canon e Nikon. Para usá-los remotamente pode ser de qualquer marca, mas indico sempre comprar um compatível com a sua câmera para outros usos.
Sapata: é aquele lugarzinho em cima da câmera aonde se encaixa o Flash.
TTL: É quando a Câmera e o Flash conversam entre si e definem as coisas automaticamente. A câmera diz pro flash que precisa de mais ou menos luz e ele obedece. Não iremos utilizar TTL nesse tutorial em nenhum momento, pois usaremos sempre o modo manual.
Master e Slave: Master é um flash que, na Sapata, pode “mandar” em outros flashes de forma wireless. Slave é o flash que obedece um Master.
Abertura, Velocidade e Outros termos fotográficos: Naturalmente para usar essa técnica é preciso já saber fotografar sem o Flash também.
Para trabalhar com Flashes Remotos não é preciso muita coisa. Provavelmente muitas delas você já tem:
1. Uma câmera DSLR
Sua câmera precisa te dar total controle sobre a foto. Para usar Flashes externos é preciso ter total controle sobre tudo. A câmera, o computador ou o TTL não saberão fazer nada sozinhos. Por isso bota sua Câmera no M e vem comigo.
2. Um Flash (ou mais)
Vamos começar com um, para não complicar. Depois de treinar bastante com essa técnica vai ficar fácil adicionar mais flashes para a brincadeira.
A única necessidade é que seu Flash possua controles Manuais. Pelo mesmo motivo ali de cima: para conseguir os resultados que queremos nessa técnica é preciso total controle.
Para os Nikonzeiros existem os famosos Flashes SB-algumnúmero. Para os Canonzeiros os famosos algumnúmero-EX. Existem também várias marcas mais em conta (xing lings :P.) Na realidade dependendo da forma que você vai disparar esses flashes não importa a marca! Você pode disparar um SB900 usando uma Câmera Canon ou um 580EX com uma Nikon. Como eu já disse estaremos trabalhando no modo manual, então o Flash e a Câmera não irão conversar o suficiente para se desentenderem. Mas claro que se um dia você precisar usar o Flash na Sapata ou o TTL isso só vai acontecer com Flashes e Câmeras compatíveis entre si. Mais sobre isso no próximo item.
3. Uma forma dos dois conversarem
Eles não irão conversar muito, mas a câmera precisa falar “AGORA” na hora de bater a foto para o Flash responder. Para que essa ligação aconteça você tem algumas opções:
a. Cabo
Você pode usar um Cabo de Sincronismo PC (de preferência mais longo do que esse da foto) para ligar o Flash na Câmera. Fique de olho no modelo de Flash pois muitos não possuem uma saída PC. Sinceramente? Cabos são meio antiquados. Só conte com isso como uma ferramenta de Backup.
- Vantagens: É confiável e baratíssimo.
- Desvantagens: Nem todos os Flashes possuem uma saída PC, Cabos enrolam e tropeçamos neles (= menor mobilidade)
b. Rádio
A melhor opção possível e imaginável! Para usar ondas de Rádio você colocará uma pecinha transmissora ali na Sapata do Flash da sua câmera e uma pecinha “recebedora” (?) debaixo do seu Flash.
Existem Transmissores a Radio de marcas consagradas e caras como o Pocket Wizard e algumas opções mais em conta e versáteis. Uso e recomendo os kits Cactus, da Gadget Infinity. São baratos (40 doletas) e fazem bem o trabalho.
Alguns transmitem TTL, outros não (os mais baratinhos, naturalmente, não.) Mas como já disse não iremos brincar de TTL nesse tutorial.
- Vantagens: É confiável e tem ótimo alcance com pouca interferência.
- Desvantagens: É um pouco mais caro e você precisa ir até o flash para configurá-lo.
c. Infravermelho
O Infravermelho é uma opção interessante se você já tem pelo menos dois Flashes (pois assim um fica em cima da câmera controlando o outro), se está disposto a comprar um Transmissor Infravermelho (como esse da Canon) ou se sua Câmera já possui essa funcionalidade embutida. Vamos por partes:
I. Se você já tem dois Flashes e um deles pode ser Master, então é fácil colocá-lo na Sapata e usá-lo para controlar o que sobrou como Slave. Para fazer isso é só colocar o da Sapata na opção “Master” e o outro (ou outros) na opção “Slave.” Para configurá-los direitinho lembre-se de ler o Manual dos seus flashes, pois cada um é diferente.
II. Existem transmissores Infravermelho para comprar. A vantagem deles sobre os Transmissores de Radio que mostrei ali em cima é que o TTL continua funcionando e costumam ser mais baratos do que Transmissores a radio que fazem isso.
III. Algumas câmeras possuem um Flash “Master” embutido na Câmera, naquele pequeno Flash Pop Up (que ninguém deve usar na vida a não ser por esse propósito.) A Canon 7D foi a primeira Canon a oferecer isso. Ele funciona praticamente como o Infravermelho, oticamente.
Ultimamente eu tenho usado mais o Wireless da minha câmera do que o Radio, pois as minhas situações permitem. Ele é muito prático pois não é preciso nenhum tipo de cabo, adaptador ou pecinhas extras. Subo o flash embutido da câmera, ligo o flash remoto e o controlo pelo menu da própria câmera. A maior vantagem do Infravermelho é justamente ter esse controle (inclusive podendo usar TTL) direto da Câmera, sem precisar ir até o flash para mudar a potência, por exemplo.
Mas, como nem tudo é perfeito, o Infravermelho tem um problema. Assim como o controle remoto da sua Televisão, que só funciona apontando pra ela, é preciso que o Flash esteja na “line-of-sight” da câmera. Isso quer dizer que aquela partezinha vermelha do Flash deve apontar pra câmera invariavelmente, e que não pode ter nada entre a câmera o flash. Ou seja: se sua ideia é usar o Flash logo atrás de uma pessoa em uma foto, por exemplo, não vai dar. Além disso o Infra tem um alcance menor do que as ondas de radio.
- Vantagens: ter total controle pelo Menu da Câmera, manter o TTL, não precisar de peças extras.
- Desvantagens: é preciso que o Flash esteja na “line-of-sight” da câmera, e sem nada entre eles.
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Decida como você quer fazer a ligação entre Câmera e Flash de acordo com seu orçamento e objetivos de uso.
4. Algo que segure o Flash
Esse flash vai estar longe da câmera. E a câmera, a princípio, vai estar com você. Logo, o flash estará longe de você também! E agora? Aonde ele vai ficar? Para variar, existem algumas opções:
a. Tripé
O ideal é comprar um tripé para Flashes (aqueles de Estúdio mesmo) com pino 5/8″. Para poder usá-los com Strobes é preciso comprar também uma “cabeça” que adapta o pino 5/8″ para um suporte de Strobe, com buraquinho para colocar um modificador (como sombrinhas ou difusores.) Existem alguns Tripés feitos para Strobes, é claro, e você pode encontrá-los no Mercado Livre ou lojas de bugigangas fotográficas pela web.
b. Garras
Existem também “garras” de vários formatos: você coloca a garra em uma porta, em uma grade, em um galho de árvore… aonde a imaginação mandar.
c. Ajudante
Minha opção preferida é essa: mandar alguém segurar o flash para você :-P
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É bem importante ter uma boa forma de “segurar” o flash, pois precisamos de controle e precisão de distância e ângulos para conseguir os resultados planejados! Se não quiser investir em mais coisas, de início, use marido/mãe/filho como ajudante :-)
5. Fotômetro
Não acho o fotômetro essencial de início, dá para se virar muito bem treinando bastante (e assim aprendendo a potência do seu Flash só de olhar pra luz disponível.) Mas quem trabalha com Flashes bastante sabe que o fotômetro é uma ferramenta super prática e um bom investimento. Mas eu sei que você não trabalha com Flashes afinal está lendo um artigo para iniciantes em Flash, então só compre um se o dinheiro estiver sobrando mesmo e estiver disposto a aprender a mexer em mais um aparelhinho.
Depois, se você usar a técnica o suficiente, talvez ache que vale a pena comprar um.
Só isso :-)
Esses são os 4 itens essenciais (e 1 facultativo) para começar a trabalhar com Flash Portátil. Você vai ver mais além que outros acessórios poderão ser bem vindos.
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