Dicas

''Garimpando dicas para Fotógrafos e Filmmakers''

terça-feira, 20 de abril de 2021


por: 
Artista visual formado pela UFBA em 2009. Uma cara cristão que, embora, entenda um pouco de comunicação visual e arte gráfica, reconhece a importância do design, da fotografia e da ilustração na formação de uma excelente identidade visual.




Tirar ótimas fotografias digitais não é uma tarefa tão fácil quanto pode parecer.

A pesar de hoje em dia todo mundo tirar foto, principalmente em Smartfones, a habilidade para fotografar vai muito além de um simples apertar de um botão.

Por isso, separamos a seguir algumas preciosas dicas de fotografias digitais para qualquer iniciante por em prática e tirar excelentes fotos.


1. Veja como enquadrar corretamente uma imagem na fotografia digital.


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Foto reprodução Arte final
Tente fugir do clichê de colocar o assunto sempre no meio da foto. Deslocar o objeto principal da imagem pode fazer toda a diferença para deixá-la mais interessante.

Divida mentalmente o visor da câmera em três colunas e três linhas, como em um jogo da velha. As intersecções das linhas são os pontos mais interessantes da sua foto. As linhas em si também mostram pontos de destaque, para colocar os olhos de uma pessoa ou o horizonte, por exemplo.

2. Evite o uso desnecessário do flash.

Uma das coisas mais complicadas na fotografia digital é aprender a usar o flash de forma correta. Usar o flash muito em cima pode deixar a foto toda clara, e muito longe, escura.

Lembre-se que o flash tem um alcance limitado, de normalmente três a cinco metros, às vezes um pouco mais. Não adianta deixar o flash ligado em uma foto onde o foco é um objeto a 30 metros.

Um bom exemplo de mau uso do flash são shows. Em linhas gerais, não é necessário luz extra alguma nesse caso. A luz do palco é mais do que suficiente para sua foto. Usar flash só vai iluminar as cabeças de quem está na sua frente, fazendo sumir o resto.

3. Quando usar corretamente o flash em fotos digitais. 

Um ambiente escuro não é o único lugar onde o flash é um acessório necessário. Em uma foto contra-luz, por exemplo, o flash pode ser usado como preenchimento.

Quando você for tirar uma fotografia de alguém com uma fonte de luz ao fundo, como o sol, por exemplo, você pode notar que o sol vai ficar brilhante e somente a silhueta da pessoa vai aparecer.

Neste caso o flash irá suprir a falta de luz, deixando ambos visíveis.
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Foto reprodução Arte final

4. Cuidados necessários com o fundo da imagem.

Tenha muito cuidado ao selecionar o local onde você vai tirar um retrato. A escolha do que aparece ao fundo é tão importante quando o que vem em primeiro plano.

Cores vibrantes, linhas e outros objetos podem interferir ou tirar a atenção do foco.

Um erro engraçado, porém muito comum, é tirar foto de uma pessoa em frente a uma árvore onde os galhos parecem formar chifres sobre sua cabeça.

5. Os retratos nas fotografias digitais.

Aproxime-se. Quando o assunto é uma pessoa, o que se quer mostrar é, oras, a pessoa. Não tenha medo de chegar perto. Se quiser, pode até cortar um pouco da parte de cima da cabeça.

A esta distância é possível reparar em detalhes como sardas e cílios. O que não pode acontecer na fotografia digital para principiantes é aquele monte de nada na volta e um pequeno sujeito no meio.

6. O posicionamento nas fotografias digitais para iniciantes ou mais experientes são iguais.

Tire fotos na altura dos olhos da pessoa. Para tirar foto de criança fique de joelhos, sente, atire-se no chão. Faça o necessário para ficar ao nível dela.
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Foto reprodução Arte final

7. Fotografias digitais e verticais.

Muitos assuntos exigem uma foto vertical. Se o foco tiver mais linhas verticais, como um farol ou uma escada, vire a câmera.

8. Aproveite a luz em suas fotos iniciantes!

Não há luz mais bonita que a luz natural do sol. Sempre que puder, aproveite-a. Posicione-se de forma a deixar a fonte de luz à suas costas, aproveitando assim a iluminação. É impressionante quanta diferença pode fazer um simples passo para o lado.

A luz difusa de um dia nublado é excelente para realçar cores e suavizar contornos, sendo excelente para tirar retratos.

É preciso de muito cuidado ao usar o flash. A luz dele, além de forte, tem uma cor diferente a do ambiente. Uma luz dura vai deixar rugas e imperfeições muito mais aparente. Já notou como sempre se fica feio em foto 3x4? Eis a resposta.

9. Como tirar proveito da Cor nas fotos digitais.

A maioria das câmeras digitais vêm com controle de cor, ou white balance. Esse controle de cor faz com que o branco seja realmente branco sob determinada fonte de luz. Mas as configurações pré-selecionadas da câmera nem sempre são as mais indicadas para quem quer fidelidade.

A configuração para dias ensolarados, normalmente indicada por um pequeno sol, dá um tom mais amarelado às fotos. Essa tonalidade dá uma sensação de calor e afeto, tornando a foto mais interessante sob determinados aspectos.

Experimente bastante o controle de cor até acertar o que mais se adequa ao que você quer. Mas, se por um acaso está tirando fotos em preto e branco veja esse post com dicas e truques e complemente seus estudos.

10. Experimente, tente e antes de tudo conheça a sua câmera digital.

Não há melhor dica do que esta: experimente. O segredo da fotografia para iniciantes está na tentativa e erro. Leia de cabo a rabo o manual da sua câmera, para saber tudo que ela é capaz, e tente todas as configurações possíveis.

A fotografia é muito subjetiva, não há regras. O mais importante é aprender a dominar a luz e sua câmera, para depois fazer o que quiser.

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quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

https://super.abril.com.br/mundo-estranho/o-que-e-a-teoria-da-linha-de-dialogo/

domingo, 3 de março de 2019

TIPOS DE ILUMINAÇÃO CINEMATOGRÁFICA  

Por
 cteditora
 


Vamos aprender a identificar alguns tipos de iluminação para cenas do cinema, e até mesmo fotografia
Texto: Kleber Toledo
Abaixo segue alguns tipos de iluminação que você frequentemente ouve falar em filmes, vídeos e fotografias.
Blonde
1000-2000w, usada como luz principal para inundar áreas grandes.
Redhead
650-1000w, usada como luz principal para inundar áreas grandes.
Pepper Light
100-1000w, luz pequena usada como uma luz principal ou de preenchimento mais focada.
HMI
Um tipo de luz de maior qualidade que usa uma lâmpada em arcos.
Halogen Work Lamp
150-500w, usada como luz principal para inundar áreas grandes. Essa é solução de iluminação de baixo custo.
Lanternas Chinesas
Uma luz de baixo custo, útil em algumas situações.
Fresnel
Instrumento de uma luz que possui uma lente com sulcos circulares elevados em sua superfície externa. A lente do fresnel é usada para focar o feixe de luz.
Outras Luzes
Bulbos de luz domésticos podem ser usada idealmente como uma luz secundária tais quais luz de preenchimento ou luz de fundo.
Muitas câmera de vídeo possuem luz embutidas ou espaço para montagem de uma fonte de luz – essas luzes são úteis em emergências mas fornecem iluminação de baixa qualidade.

domingo, 7 de outubro de 2018

Obturação, DSLR, fotómetro, ISO… Felizmente uma imagem fala por mil palavras. E se adoras fotografia não te deixes intimidar. Deixamos-te aqui uma seleção de livros que te vai inspirar.


PARA OS AMANTES DO RETRATO


The Complete Portrait Manual

AA. VV.

portrait

Aprende a tirar a selfie perfeita. Começa por este manual de retratos que te vai ensinar as noções básicas de fotografia e ainda dicas especificas sobre poses, ângulos, retoques, luz e tanto mais. São mais de 200 páginas, mas vale bem a pena pois podes aprender não só as noções básicas, mas também grandes truques para os teus retratos se tornarem únicos.


Um Silêncio Interior


silenciointerior

Depois das selfies sai à rua com os trabalhos de Henri Cartier-Bresson, pioneiro da street photography. Estes trabalhos vão-te inspirar a explorar a fotografia em movimento e sem poses pensadas. Porque, como o próprio dizia, o importante é captar o momento decisivo da ação. Neste livro encontras trabalhos inéditos lado a lado com as suas fotografias mais famosas.


PARA OS VICIADOS EM DESPORTO


Surf Photography


surfphotography

Surf, ondas e mar sem fim. Leroy Grannis é conhecido como o padrinho da fotografia de surf e não é para menos. As suas técnicas dos anos 60 e 70 inovaram a forma como se documentava a vida dentro e fora do desporto. Nesta reedição dos seus melhores trabalhos, encontras o dia a dia destes atletas, as competições e as ondas (também de fãs) à sua volta.


PARA OS QUE NÃO PERDEM UMA PAISAGEM


Foto Portugal

 fotoportugal

Uma inspiração para portugueses e estrangeiros, este álbum explora as paisagens de tirar a respiração de Portugal. Foram precisos drones, bons fotógrafos, habitantes locais e muita paciência. Para os mais curiosos, os autores até deixaram as localizações e horas exatas para reproduzir as mesmas fotografias.


Magnum Atlas


magnumatlas

De Portugal dá o salto para o estrangeiro, só não pares de fotografar. No seguimento do bestseller A Year in Photography, a cooperativa Magnum editou um álbum com 365 fotografias no qual são documentados os cantos mais sombrios do mundo – e os mais bonitos também. Aqui encontras uma beleza sem igual que vai para lá das aparências.


Manual do Fotógrafo de Rua


manualrua

Estejas onde estiveres lembra-te que inspiração e técnica caminham lado a lado. E o que queremos é que saias à rua com este manual numa mão e a máquina fotográfica na outra. Percorre os tutoriais de 20 dos melhores especialistas em fotografia de rua como se fossem desafios, aprende a capturar o momento perfeito e torna-te um mestre da fotografia.


PARA OS QUE ESTÃO SEMPRE EM VIAGEM


Masters of Landscape Photography

AA. VV.

masterslandscape

E já que estamos na rua passemos pelas paisagens, mas cada mestre no seu galho, que é como quem diz: cada um ensina o que sabe. E neste livro é muito verdade. A fotografia de paisagem é das mais tentadas e cobiçadas entre os fotógrafos amadores, mas cada paisagem tem a sua técnica. Este livro permite-te acompanhar cada fotógrafo e as suas práticas, desde o equipamento que usam até à captura final.


The Photo Ark


photoark

E com as paisagens não podem faltar os animais. The Photo Ark põe milhares de animais selvagens nas tuas mãos. O livro do projeto homónimo do fotógrafo Joel Sartore, criado em conjunto com a National Geographic, tem como objetivo “fazer com que o mundo se preocupe com as espécies ameaçadas”. Nesta arca de um dos mais prestigiados fotógrafos mundiais da vida animal, vais conhecer espécies que nem sabias que existiam.


Leia Isto se Quer Tirar Fotografias Incríveis de Lugares


lugaresincriveis

Achas que já percebeste tudo? Vamos trocar-te as voltas. O título diz tudo. Cinquenta dos melhores profissionais da fotografia dão-te as suas dicas de como fotografar em qualquer sítio, com qualquer câmera. Se gostares deste livro não fiques por aqui. Existem outros livros na coleção para continuares a aprimorar o fotógrafo que há em ti.



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018




O que são Codecs, quais são os tipos, pra que servem?


Por Claudio Yuge / garimpado por: Sérgio Guimarães - janeiro de 2018


Você já deve ter notado que existem por aí vários tipos diferentes de arquivos de som e imagem, principalmente se você costuma utilizar sistemas de compartilhamento peer to peer. Formatos como H.264, DivX, MP4, AVI, MPEG-2, AVCHD, AAC, OGG, MKV, entre outros são bastante frequentes. 

Essa abrangência muitas vezes deixa bastante gente confusa, porque, de acordo com cada um, o tamanho do arquivo muda e também o programa necessário pra que eles sejam executados pode variar. Sabendo que muita gente utiliza Codecs diariamente, o Canaltech, com ajuda do Online Tech Tips, te explica resumidamente o que eles são, pra que servem e quais os tipos mais populares, para você entender e aproveitar melhor seus arquivos e softwares. 

O que são e pra que servem os Codecs A palavra "Codec" vem de COdificação e DECodificação, ou seja, eles "traduzem" um arquivo que originalmente seria muito grande pra ser compartilhado/executado em conteúdo bem menos pesado. Aquele filme que ocuparia seu disco rígido inteiro ou demoraria dias pra ser baixado pode ser comprimido em um MPEG-2 ou um Windows Media Video. 

Os Codecs pegam um arquivo grande e comprimem os elementos que fazem parte do mesmo - audio e video - em um formato menor, capaz de ser codificado e decodificado a partir de softwares específicos para isso, a exemplo do iTunes, Windows Media Player, Quicktime, Real Player, entre outros. Eles rearranjam o fluxo de bits para determinar coisas como largura e altura de imagens, velocidade de exibição, entre outras. Assim, aquele filme que precisaria de 500 GB teria agora um tamanho bem mais adequado, como 700 MB. 

A diferença entre os Codecs está em como seus elementos são comprimidos ou descomprimidos. Por exemplo, uns apenas "resumem" ao máximo o tipo de conteúdo que não precisa da qualidade máxima; outros fazem isso com o mínimo de perdas possível e alguns variam de acordo com a necessidade, como nos momentos de silêncio de um filme, que não necessitam de compressão de som. 

Os Codecs normalmente são agrupados em Containers, que explicamos mais abaixo. Quais são os tipos mais populares de Codecs? H.264 (MPEG-4 Part 10 AVC) – Mais conhecido como MPEG-4 Part 10, é um Codec bastante utilizado em smartphones, câmeras digitais e discos de Blu-ray. É um dos mais populares, especialmente porque consegue ter arquivos pequenos com alta qualidade e é compatível com Apple, YouTube, HTML 5 e Adobe Flash. 

A única deficiência é que a boa taxa de compressão de algoritmos também torna a tarefa de codificação lenta. MPEG-2 - Esse é um dos Codecs mais antigos e também mais comuns por aí. Sua vantagem sobre o H.264 é que tem algoritmos de compressão inferiores, o que torna a codificação bem mais rápida. Isso porém, vira uma desvantagem quando falamos de video streaming, já que a qualidade do conteúdo para esse fim deixa o vídeo todo pixelado. MPEG-4 Part 2 - Esse é o Codec anterior ao H.264, é o H.263, que costumava ser codificado com os softwares DivX e Xvid. Ele consegue manter uma qualidade razoável em um arquivo também de tamanho aceitável. Porém, não é indicado quando se fala em alta definição. 

Windows Media Video (WMV) - É a versão da Microsoft para Codecs MPEG-4. Começou com o WMV 7, em 1999, como uma cópia do MPEG-4 Part 2. Desde então, assim como outro Codec da Microsoft, VC-1, faz um papel semelhante ao MPEG-4 Part 10 e é utilizado em discos Blu-ray também. Todos os programas relacionados da Microsoft, a exemplo do Windows Maker, Silverlight, entre outros, utilizam o WMV e o VC-1. Estes são apenas alguns dos mais populares Codecs, existem outros (WAV, AIFF, FLAC, AC3, Dolby Digital Plus, DTS-HD, etc), no entanto, com esses já dá pra compreender melhor pra que servem essas siglas todas. 

O que são Containers? 

Os Containers têm tudo a ver com os Codecs. Na verdade, ele agrupa arquivos de som e imagem que utilizam Codecs. Se você já usou o Windows Media Player, VLC ou Quicktime, então já abriu um Container, que é um arquivo de vídeo, áudio ou ambos. Um exemplo pode ser um filme: pra poder assistí-lo, você precisa de arquivos de som e imagem sincronizados em uma só peça. Os Containers juntam esses arquivos comprimidos e descomprimidos em Codecs e tornam eles acessíveis aos usuários. 

O filme EXEMPLO.AVI (ou MP4, MPG, RMVB, etc) então, pode conter um formato de vídeo EXEMPLO.MPEG-1 (ou MPEG-2, MPEG-4, etc) sincronizado com o áudio EXEMPLO.ACC (ou MPEG-3 Layer, OGG Vorbis, etc). Sabendo disso, fica mais fácil entender por que existem também diferentes formatos de  Containers. Containers mais populares MP4 - Esse é um dos mais encontrados e costuma funcionar bem para abrir vídeos codificados em H.264 e áudio em ACC. Também suporta os Codecs de vídeo MPEG-4 Part 2 e MPEG-2. AVI - Este é o Container da Microsoft desde 1992 e continua na ativa até hoje. Porém, pode começar a ficar obsoleto, já que não suporta o Codec H.264. ASF - O Advanced Systems Format utiliza extensões .WMA e .WMV mas não .ASF, o que torna ele amigável entre os produtos da Microsoft mas problemático fora desse ambiente, principalmente se você usa Codecs H.264. AVHCD - Este é o Container mais conhecido pra quem utiliza câmeras digitais de alta definição. Normalmente contém vídeos em H.264 com áudio AC3 (Dolby Digital) ou Linear PCM. MKV - É um dos mais recentes, que comporta vídeos de Codec H.264 e é popular com ferramentas como Boxee, PS3 Media Server, XMBC, VLC, entre outros. É comumente encontrado em arquivos extraídos de Blu-rays, mas ainda não conta com muita popularidade. FLV - É um dos mais populares Containers, o Adobe Flash, que usa com mais frequência os Codecs H.264 e ACC. Ainda é o mais utilizado, porém, vem perdendo espaço para o HTML5 e porque a Apple não suporta o Adobe Flash. 

Há outros Containers, como Quicktime File Format, OGG, WebM, entretanto, já dá pra entender melhor com os citados acima. Pra finalizar: o que são Transcoders? Com uma variedade tão grande de Codecs, faz-se necessário um software que possa transformar um formato no outro desejado. Por exemplo, você gravou alguma coisa em vídeo AVCHD e quer importá-lo para seu iPhone. Pra que ele rode, você precisa convertê-lo. Pra isso servem os Transcoders. Os mais comuns por aí são o HandBrake, FFmpeg, SUPER, VirtualDUB, etc. Alguns são pagos, outros convertem diretamente para o tipo de dispositivo que será rodado e uns são mais detalhados com relação aos elementos do arquivo.

Basta escolher o mais adequado à sua utilidade e compreensão sobre o assunto. Isso é o básico para entender o universo dos Codecs. Agora você pode entender melhor as siglas e o formato de tudo o que tem armazenado aí na sua máquina.


Matéria completa:


http://canaltech.com.br/o-que-e/software/o-que-sao-codecs-quais-sao-os-tipos-pra-que-servem-saiba-mais-sobre-esse-tema/

quarta-feira, 13 de abril de 2016




Como fotografar um ambiente à luz de velas

Autor: 
Anna Fischer / garimpado por: Sérgio Guimarães

Velas
Muitos são os apaixonados pela fotografia: se é adepto desta arte e utiliza a câmara fotográfica como uma extensão da sua memória, tenha sempre em mente que um bom ângulo não é o suficiente para um registo bem feito. É preciso praticar, e muito, as técnicas, para conseguir obter resultados perfeitos, que podem ser artísticos — boas angulações, composições e outros itens —, ou puramente informativos (quando apenas expõe o que viu). Um bom desafio para qualquer fotógrafo ambicioso, é fotografar um ambiente à luz de velas: vamos a isso?

A iluminação é a chave de tudo


Uma das primeiras opções de quem deseja fazer parte do mundo da fotografia é dar importância ao conhecimento analógico, ou seja, perceber como funciona uma máquina fotográfica, independentemente de todas as facilidades digitais, tão acessíveis nos dias de hoje. As técnicas não são difíceis, mas requerem exercícios frequentes. Tudo na fotografia começa e termina com a luz. E quando se trata de fotografar velas ou de ambientes com esse tipo de iluminação, esse propósito fica ainda mais evidente.

Como acontece o click


Comece por ajustar a sua câmara fotográfica para o modo "manual". No visor, surgirão os níveis do diafragma e do obturador. Veja a seguir as funções de cada um e a sua importância na hora de tirar uma boa fotografia de uma vela ou de um ambiente com essa luminosidade.
  • Diafragma: a lente da sua câmara tem um dispositivo interno que se abre e se fecha. Quanto mais fechado estiver o diafragma, menos luz será registada; quanto mais aberto, mais luz vai passar. No caso de um ambiente à luz de velas, sabe-se que a iluminação local é branda. Por isso, o diafragma da máquina deve estar com uma abertura grande, para que as nuances da iluminação das velas sejam bem visualizadas. Ajuste para 5.6, no mínimo. Quanto mais baixo for o número, maior será a abertura do diafragma e mais luz ambiente será registada na fotografia.
  • Obturador: controla a velocidade do diafragma; esse é o click. Quanto mais rápido o diafragma se fechar, menos luz entrará. Quanto mais lento, mais luz passará. Levando-se em consideração que a luminosidade de um ambiente à luz de velas é baixa, é preciso que o obturador da câmara esteja ajustado para uma velocidade um pouco mais lenta. Regule para 1/80 no mínimo, mas leve em consideração os efeitos que uma velocidade lenta pode causar, verificando o item a seguir. 

Efeitos


Obturador: velocidade lenta

Se o diafragma da máquina demora a ser fechado, mais luz e movimentos serão passados para a foto. São muitas frações de segundos que, registadas pela câmara, causam um efeito de rastreamento. Ou seja, o assunto principal da fotografia fica com uma continuidade de luz e movimentos. É um efeito bonito para se fotografar velas. Para obtê-lo, configure o obturador para 1/50. É importante saber que velocidades lentas causam fotos tremidas. Por isso mesmo, é sempre bom ter um tripé. Com ele, pode ajustar o obturador para as velocidades mais lentas possíveis, e criar um efeito tão bonito quanto uma pintura a óleo.

Obturador: velocidade alta

Se o diafragma se fecha rapidamente, menos luz entrará. Isso causa um efeito de congelamento na foto. Um bom exemplo desse efeito são as fotos de água corrente, com as gotículas que saltam. Com o congelamento, é possível visualizá-las claramente. Se fosse uma velocidade lenta, as gotículas seriam visualizadas como se fossem fumaça em torno da água. Se o objetivo é registar um ambiente à luz de velas sem efeitos visuais causados pela câmara, mantenha o obturador numa velocidade alta: de 1/80 para cima.

Flash?


Se não quer descaracterizar o charme de uma vela ou de um ambiente com essa luminosidade, a resposta é não. O flash, como o próprio nome indica, tem a função de produzir luz intensa e instantânea, alterando a identidade visual do assunto a ser fotografado. Se optar por usar o flash, é muito provável que o ambiente fique com uma tonalidade demasiada branca, diferenciando-se dos tons quentes e amarelados da iluminação das velas. Tente não usar o flash, salvo se souber configurá-lo para uma posição mais fraca do que a luz do ambiente em causa (pode ser difícil para quem não tem muita experiência). Se o ambiente estiver muito escuro, aumente o ISO (sensibilidade da máquina à luz ambiente). É importante ressaltar que, quanto maior for o ISO, maior será a granulação da fotografia e isso acontece porque a máquina ativa um sensor muito potente.

E se eu quiser manter a câmara no modo "automático"?


Se essa for a sua opção, não será necessário a verificação do diafragma, nem do obturador. Porém, a fotografia certamente não terá um registo fiel da luminosidade do ambiente, mas antes um registo daquilo que a câmara julga ser o correto... Isso pode causar a sensação de uma fotografia artificial por parte de quem vê. A ideia de fotografar um ambiente à luz de velas é justamente proporcionar ao espectador a impressão de estar lá. Pronto para começar?

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016


16 Dicas para ser tornar um ótimo fotógrafo


por: Ana Nemes / garimpado por: Sérgio Guimarães
Nós já falamos bastante sobre como se preparar para tirar melhores fotografias, com artigos e tutoriais sobre o tema. Se você quer relembrar um pouco do que foi dito e aprender mais ainda, confira essa lista com 16 dicas para melhorar a qualidade das suas fotos. A lista original é do PhotographyTalk e esta é uma compilação com os principais passos para se tornar um bom fotógrafo.
Tornar-se um fotógrafo é um processo que precisa ser levado à sério (Fonte da imagem: Flickr/Jordan)

1- Estabeleça um objetivo

O primeiro passo para se tornar um bom fotógrafo é saber aonde você pretende chegar e como você pode conseguir isso. Você pode querer se tornar um profissional e ganhar dinheiro com isso ou pode querer apenas tirar fotos melhores para a sua satisfação pessoal.
Seja qual for a sua aspiração, o caminho é bem parecido. Não é por que você talvez não tenha a ambição de se tornar um profissional que aprender a fotografar vai ser mais fácil, a única diferença é quanto dinheiro você vai gastar e ganhar com isso. Portanto, para alcançar o seu objetivo final é preciso saber exatamente aonde você quer chegar e traçar planos para isso.

2- Conheça totalmente a sua câmera

Conheça todas as partes da sua câmera (Fonte da imagem: Mohylek)
Não importa se você usa uma compacta ou uma SLR profissional. Para se tornar um bom fotógrafo é preciso que você saiba tudo sobre o equipamento que você está usando para que, na hora de fotografar, você não perca tempo tentando descobrir o que cada parte da câmera faz. Isso inclui os botões, as funções internas e tudo o que a sua máquina fotográfica pode oferecer.

3- Aprenda técnicas fotográficas

Se você não tiver o domínio das técnicas fotográficas mais comuns é impossível evoluir e conseguir o seu próprio estilo. Mesmo com um equipamento simples é importante saber o que você pode fazer com ele. Leia este artigo que fala um pouco mais sobre o assunto.

4- Aprenda a editar as suas fotografias

A maior parte dos grandes fotógrafos usa editores de imagem como o Photoshop para deixar as suas fotos com uma aparência melhor. Você pode corrigir as cores, iluminação, textura e muito mais, deixando no final a fotografia com um ar bem mais profissional.
Nós fizemos este artigo com dicas de edição para o Photoshop e este, com algumas funções que podem ser emuladas no GIMP ou no Picnik. Se você for usar o editor online, no entanto, faça isso já, pois a Google estará fechando o Picnik no mês de Abril.

5- Desenvolva o seu olhar

Desenvolver o olhar é saber para onde olhar e como recortar a cena (Fonte da imagem: Ana Nemes)
Esse é uma das dicas mais importantes, no entanto ela é bastante subjetiva e pode ser difícil compreendê-la profundamente. Desenvolver um olhar fotográfico é saber ver as coisas ao seu redor e perceber o que pode vir a se tornar uma boa imagem. É, também, saber enxergar além do que se está acostumado, saber ver beleza nos lugares mais comuns.
Além disso, desenvolver o olhar é também treinar técnicas de enquadramento como a Regra dos Terços e o Retângulo de Ouro. Veja este artigo sobre como fotografar arquitetura para entender um pouco mais sobre o olhar do fotógrafo.

6- Estude a história da fotografia e conheça os principais fotógrafos

Esse passo é essencial. Não é por que você hoje utiliza um equipamento digital que não é preciso estudar a história para saber como a fotografia evoluiu até ser a arte que é hoje. Isso é muito importante e saber conceitos históricos pode ajudar a entender melhor o que, de fato, é a fotografia. Essa é uma das maiores diferenças entre fotógrafos técnicos e aqueles que entendem o que estão fazendo.
Linda McCartney, fotógrafa (Fonte da imagem: Divulgação/Taschen)
Importante também conhecer o trabalho dos importantes fotógrafos do passado e do presente. Nomes como Cartier-BressonSebastião SalgadoLinda McCartneyIrina Werning e muitos outros são quase obrigatórios para quem quer aprender a fotografar. Conheça as fotografias e projetos fotográficos desses e de muitos outros profissionais para saber qual estilo combina mais com o seu.

7- Entre - ou funde - um grupo de fotografia

Se você mora em uma grande cidade é muito possível que exista um desses grupos de fotógrafos que compartilham experiências. Se você não souber de nenhum, pode criar o seu, tudo o que você precisa é de algumas pessoas dispostas, alguém mais experiente e tempo livre. Trocar conhecimento e ver o trabalho de outras pessoas pode ajudar bastante!

8- Tenha um parceiro de fotografia

Treinar sozinho é possível, porém se você tiver um parceiro nessa empreitada tudo se torna mais fácil. Escolha um amigo para sair fotografar com você, é mais seguro e agradável, além de que o incentivo de outra pessoa pode fazer com que você não desista do seu objetivo tão facilmente.
Fotografar em dupla é bem mais divertido! (Fonte da imagem: Louish Pixel)

9- Encontre alguém mais experiente para ajudar

Por melhor que seja o aprendizado sozinho, a ajuda de um mentor que entenda mais do assunto é essencial também. Não é preciso ter aulas regulares, mas é importante ter alguém bem mais experiente para quem recorrer em caso de dúvidas. Além disso, é essencial ter alguém para analisar as suas fotos e passar uma opinião sincera sobre o seu trabalho.

10- Frequente o máximo de eventos sobre o assunto

Essa dica vale principalmente para quem quer se tornar um profissional. Saber o que a indústria fotográfica está preparando é vital para saber como se programar para acompanhar esse desenvolvimento tecnológico. Visite o maior número de eventos ligados à fotografia que você puder, como feiras, convenções, conferências e palestras.

11- Visite museus e galerias

Isso é muito importante: se você quer um dia estar entre as exposições de uma galeria é preciso conhecer esses espaços para saber qual é o tipo de trabalho que mais aparece por lá. Ver as tendências e técnicas usadas é muito válido. Não para que você copie o trabalho daqueles fotógrafos, mas para que você tenha novas ideias para as suas fotos. Se a sua cidade não possui esses espaços, use a internet e fique por dentro!
Visite museus e galerias em busca de referências fotográficas (Fonte da imagem: Cuba Gallery)

12- Tenha um site

Não basta ver os outros, é preciso ser visto também. Mesmo que você queira se tornar um fotógrafo amador “especialista”, ainda assim é preciso ser visto pelos outros. O mais recomendado é que você crie o seu próprio site pessoal, mas, se isso não é possível, mostre o seu portfólio em locais como o Flickr ou outros sites parecidos.

13- Saiba usar a internet a seu favor

Esqueça a pesquisa de imagens do Google: para conhecer aas tendências fotográficas e ver fotografias que realmente valem a pena é preciso saber usar a internet mais a fundo. Conheça os principais sites, como o Flickr e o Olhares, que trazem o trabalho de fotógrafos amadores, semiprofissionais e profissionais. Além disso, use a internet como fonte para pesquisar os sites pessoais dos seus fotógrafos favoritos.

14- Participe de concursos

Ainda no objetivo de ser visto, participar de concursos é uma forma de colocar o seu trabalho para ser testado. Existem eventos como esses para todos os níveis, desde os mais amadores até aos mais profissionais, portanto veja em qual deles você se encaixa e inscreva-se!

15- Reserve tempo para fotografar

Se você quer progredir como um fotógrafo está na hora de priorizar isso. Separe um tempo semanal (ou, se você puder, diário) para mexer com a sua câmera e fotografar. Você pode sair de casa ou não, mas é importante treinar as técnicas aprendidas recentemente para não perder a prática. Assim como um escritor precisa escrever e um pintor precisa pintar, um fotógrafo de verdade precisa exercitar a sua arte sempre!
Programe saídas fotográficas com frequência para aprimorar a sua técnica (Fonte da imagem: Ana Nemes)