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quinta-feira, 24 de abril de 2014




Blackmagic garante o desenvolvimento continuado de todas as suas linhas de câmera


Depois do impressionante lançamento da URSA e da Studio Camera na NAB 2014, a seguinte preocupação pipocou nos fóruns e redes sociais: haveria risco da Blackmagic meio que deixar de lado os seus modelos de câmera anteriores para se concentrar nas suas novíssimas atrações?
Mas o boato mal pôde se criar na internet. Ainda no apagar das luzes da feira, através do fórum da empresa, seu Gerente de Produto Sênior, Kristian Lam,publicou um post garantindo o suporte e o desenvolvimento continuado para todos os modelos de câmera da Blackmagic.
E foi além, chegando a adiantar várias das novidades engatilhadas para as próximas atualizações de firmware das câmeras mais antigas. Claro que isso serviu para acalmar os ânimos e fazer com que o pessoal percebesse que o investimento nesses modelos não se desvalorizaria e que eles não perderiam seu brilho.
Lam explicou que o modelo de câmera original 2.5K, por trazer “diferenças arquitetônicas fundamentais no firmware em comparação com as outras câmeras”, vem exigindo esforço dobrado nas correções de bugs ou adição de novos recursos, algo como uma espécie de re-arquitetura, para emparelha-lo com a velocidade do desenvolvimento do firmware das câmeras atuais. A boa notícia é que, apesar de isso não ser tão simples e estar levando mais tempo do que pensavam, está perto de ser atingido. Tão perto que permitiu inclusive a semeadura de versões beta para alguns usuários nos últimos meses.
Acompanhe abaixo o que há de coisa boa vindo por aí:
· Novo debayering para filmagem diretamente em ProRes ou DNxHD na Blackmagic Cinema Camera EF e MFT;
· Melhor suporte para lente MFT na Pocket Cinema Camera;
· Suporte para RAW comprimido na Production Camera 4K;
· Suporte para lentes EF Autofocus na Blackmagic Cinema Camera EF e Production Camera 4K;
· Desenvolvimento dos pré-requisitos para a implementação de medidor de áudio e histograma num futuro próximo;
· Formatação de cartões diretamente na câmera (mas a implementação do apagamento de arquivos pela câmera está descartada para evitar o risco de fragmentação de mídia);
· Indicador de tempo restante;
Quanto ao efeito de “sol negro”,  Kristian explica que essa questão tem a ver com características intrínsecas aos sensores CMOS, e é complicada de se resolver. Segundo ele, a Pocket Cinema Camera, ao contrário do modelo 2.5K, até conta com circuitos adicionais que poderiam minimizar o problema, mas eventualmente pagando o preço de possíveis efeitos colaterais como o surgimento de outros artefatos indesejados na imagem. Uma outra possibilidade, a correção feita após a captação pelo sensor através de algoritmo de identificação e corte das áreas pretas, pode afetar outras áreas da imagem que não deveriam ser alteradas.
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A verdade é que, pra quem já viveu os tempos das câmeras de tubo, o “efeito de sol negro” não chega a ser algo tão calamitoso assim. Apontar a câmera para o sol ou para um refletor muito forte marcava o tubo. Nesse sentido, poderíamos dizer que as novas gerações que tanto enfatizam o problema, estão mal-acostumadas. Mas, a Blackmagic afirma que continua trabalhando para encontrar soluções para o problema.

Independentemente de um item ou outro anunciado, o melhor do recado de Kristian Lam é a percepção de que o fôlego da empresa australiana parece não ter fim, e que a Blackmagic se mostra com disposição para seguir fazendo mais sem deixar desguarnecida toda a sua linha de produtos de captação. Melhor pra nós, que só ganhamos com isso. Nós, do VideoGuru, por exemplo, somos felizes proprietários dos modelos Cinema Camera 2.5K e Pocket Cinema Camera. E, muito em breve, iniciaremos a produção de conteúdos em vídeo para nossos leitores com esses equipamentos maravilhosos.








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